Memórias de Ely - parte 2
Ela estava jogando xadrez com Molly. Sua mãe tricotava algumas meias de natal. A Sra. Cooper envelhecera muito nos últimos dez meses - a morte de seu marido realmente lhe afetara - . Agora, seus cabelos brancos eram visíveis abaixo de seu coque. Tampouco se preocupava com vaidade, e mantinha uma expressão de desânimo.
Ely estava pronta para dar o xeque- mate, quando uma notícia na televisão chamou sua atenção:
Cientistas aprofundam os estudos do cérebro humano. Seus objetivos são possibilitar a raça humana de usar uma maior porcentagem do cérebro, para adquirimos conhecimento com tamanha facilidade e memória menos limitada. Atualmente, procedem os experimentos com orangotangos que, depois de tais experimentos, mostram-se mais racionais e de fácil aprendizado.
Os cientistas afirmam que, em breve, poderão expor ao público o resultado dos estudos, e revelar os indivíduos nos quais passaram pelos testes.
Os cientistas afirmam que, em breve, poderão expor ao público o resultado dos estudos, e revelar os indivíduos nos quais passaram pelos testes.
- Xeque-mate! - gritou Molly, enquanto apontava para um bispo no tabuleiro. Ela virara o jogo, de modo à ficar com as peças de Ely.
- É - disse Ely sem ânimo. - Você se suicidou, porque essas ainda são minhas peças.
- Agora não são mais! - Molly provocou.
Ely levantou-se, fez um breve cafuné nos cabelos de Molly e encaminhou-se para seu quarto, à procura de algo que eliminasse seu tédio constante.

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